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quarta-feira, 10 de maio de 2023

Traição na política não é crime mais pode custar caro!

É possível ver, sem dificuldade, aqui em nossa cidade, bem perto de nós, exemplo de como a política é mesmo para quem tem vocação. Eu não me refiro à vocação ao trabalho, capacidade administrativa, interesse público aos reais problemas da população, desprendimento, empatia e generosidade, que são pressupostos indispensáveis ao bom político.

Na política a traição é ingrediente indispensável, diria mais que natural. E o perdão vem na mesma proporção. Chega a ser comovente a capacidade de perdoar de alguns políticos. Eu poderia listar aqui dezenas de casos recentes em nossa cidade, mais tomaria todo o espaço deste artigo.

O perdão, repito, é um ato sublime, mas o verdadeiro perdão nunca quer nada em troca. Portanto, em nada se parece com o perdão político, que sempre busca o ganho pessoal. O perdão da política é mesmo pra quem gosta de “engolir sapo e fingir que estar gostando” e não mede esforços para atingir o objetivo desejado. Normalmente, vencer uma eleição. Depois da eleição, a depender do resultado, mais perdões ou mais traições.

Certo dia um colega de trabalho me falou essa frase: “Na política o charme é trair”

Confesso que fiquei indignado com essa colocação, pois na minha mente, política é a busca por um consenso para a convivência pacífica em comunidade. Por isso, ela é necessária porque vivemos em sociedade e porque nem todos os seus membros pensam igual. Em seu livro “Política” o filósofo Aristóteles foi um dos primeiros a definir a política como um meio para alcançar a felicidade dos cidadãos. O sociólogo Max Weber definiu a política como aspiração para chegar ao poder dentro mesmo Estado entre distintos grupos de homens que o compõem.

Com o passar do tempo fui percebendo que meu colega tinha lá suas razões, a minha ideia continua a mesma, mas anos a fio temos presenciado atitudes que justificam perfeitamente a frase dita.

Na verdade os candidatos, quando eleitos, evidenciam e preservam esse elemento clássico das relações de poder: o signo da traição na política e como num toque de mágica desenvolvem a capacidade de converter supostos compromissos em meros joguetes de palavras. 

 
O estranho é que quanto maior é a traição diretamente proporcional é a valorização que o sujeito adquire junto aos seus adversários (ou aliados).

Como já disse Arturo Graf: “Com grande frequência, a política consiste na arte de trair interesses reais e legítimos e de criar outros, imaginários e injustos”.

Pensamento semelhante expresso no filme A Rainha Margot, quando o personagem do filme soltou a frase: “Que é a traição? A habilidade de se adaptar aos acontecimentos”.

Leonel Brizola, disse ao ex-governador Dante de Oliveira que “a política ama a traição, mais abomina o traidor”, quando Dante se aproximou do Ex-presidente da República Fernando Henrique e já estava de malas prontas para trocar o PDT pelo PSDB.

A velha frase proferida por Brizola: “A política ama a traição, mas abomina o traidor” merece ressalvas, pois muitos traidores prosperam por uma vida inteira ainda que tenham que conviver com a pecha.

Hoje, torço para que essas ações sejam exceções e não regra geral. Pois só assim podemos conservar a motivação para fazer política, de situação ou oposição, e pensar no bem estar coletivo e comum.



 

terça-feira, 28 de março de 2023

A FÁBULA DO REI, O BURRO E O PODER!


Era uma vez um Rei que queria muito ir pescar. Para garantir que teria um bom dia, ele decidiu chamar o seu meteorologista e perguntar como seria o clima nas próximas horas. O meteorologista lhe assegurou que não iria chover.

O Rei então vai à pesca, com todo a seu “séquito”. No meio do caminho, ele encontrou um camponês montando seu burro que ao Rei disse: “Majestade, é melhor o senhor regressar ao palácio porque está por vir uma grande tempestade, vai chover muito”.



O Rei ficou pensativo e respondeu ao camponês: “Eu tenho um meteorologista, MUITO BEM PAGO, me disse o contrário, garantindo que o dia seria ensolarado e que a pesca será profícua. Vou seguir em frente”. E assim fez. Neste dia choveu torrencialmente.

Furioso, o Rei voltou para o palácio e despediu o meteorologista. Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe o cargo. O camponês disse: “Senhor, eu não entendo nada disso, apenas verifico que, se as orelhas do meu burro ficam caídas, significa que vai chover”.

Então, o Rei nomeia para o cargo de Chefe da Meteorologia o Burro!



Como o relato acima é uma fábula, ela não se aplica aos dias de hoje, não é mesmo?



Parece que foi ontem. Há quase um século, Rui Barbosa (1849 – 1923) já se lamentava:

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

E completava Rui Barbosa: Há tantos burros mandando em homens de inteligência que, às vezes, fico pensando que burrice é uma ciência.

terça-feira, 21 de março de 2023

NOSSA LUTA É O BICHO!



Devido ao abandono e sofrimento dos animais, em especial, cães e gatos e o descaso social e político, resolvi fazer um pouco a minha parte. Estou convicto de que nós defensores da causa animal precisamos ter força para brigar por políticas públicas eficientes que assegurem a proteção e o bem- estar animal, por isso, dei o primeiro passo, na construção e criação da ARGOS – Observatório paratiense de Proteção e Bem-estar animal. A ARGOS é uma Associação civil de direito privado, sem vinculação político-partidária, sem fins lucrativos e com prazo indeterminado.

O Bem Estar Animal, a proteção e posse responsável é um tema de grande importância porque essa preocupação, aos poucos, vem crescendo em Paraty, ao que já é possível perceber a sua devida importância. Dessa forma, é preciso que Políticas Públicas e legislações sejam implementadas em favor dos animais, com ampla divulgação por meio de campanhas para que a sociedade paratiense, cada vez mais, conheça o seu dever de proteger os animais e evitar que estes sejam maltratados. A implantação de um programa de proteção, posse responsável e Bem-estar animal necessitam de profissionais qualificados como Veterinários entre outros profissionais. Além da alocação de recursos financeiros, técnicos e equipes de trabalho, exige planejamento que englobe: estudo prévio (diagnóstico), ações preventivas, controle, monitoramento, avaliação e dedicação permanente (que exige o envolvimento e o propósito de todos). A atuação do Poder Público precisa ser eficiente, modificando condutas e prevenindo o abandono de animais, ser humanitária, justa e de responsabilidade de todos. Incluindo as autoridades, profissionais de saúde e ambientais, educadores, organizações não governamentais e cidadãos em geral.

A função de proteger os animais é um dever de todos, da sociedade em geral, a qual tem seus direitos garantidos, porém seus deveres, incluindo neles, a preservação da natureza como um todo, o que inclui a proteção dos animais. O que será garantido, por meio da posse responsável dos cães e da conscientização dessa sociedade da dignidade a eles inerente.

Encerro este post citando o poema do Poeta e Pensador Vladimir marakovski

“Pois, tomai-vos para a guarda dos bichos.
Gosto deles.
Basta-me ver um desses cães vadios,
Como aquele de junto à padaria,
Um verdadeiro vira- lata!
e no entanto,
Por ele,
Arrancaria meu próprio fígado: Toma, querido,
Sem cerimônia, come”!


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Tatuapé Canta Paraty

 

Minha homenagem hoje vai, para os “ACADÊMICOS DO TATUAPÉ QUE CANTA PARATY” independente de sua cor favorita, hoje,  todos os paratienses deveriam ter um cor só, a vitória da Escola de Samba Acadêmicos Tatuapé. Será um grande presente a Paraty que está completando 356 anos de Emancipação Política, em 28 de fevereiro. “É um orgulho muito grande para a gente, da região sul fluminense, da cidade de Paraty, ser homenageado em São Paulo. É contagiante, o samba conta a história verdadeira, as alas empolgantes, tudo que está sendo contado é fruto verdadeiro daquilo que é a realidade do que a gente vive no dia a dia” disse o Prefeito VIDAL.

Segue a lua marinheiro no balanço desse mar

Muita calma timoneiro, pro barco não virar

É para ti que navego nesse mar de fé

Acredite, canta Tatuapé.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

A cidade que queremos


CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DE PARATY

“A cidade que queremos”

“A cidade que eu quero para mim é a cidade que eu quero para todo mundo”

Lanço esta Carta Aberta aos paratienses com o lema Cidades inclusivas, participativas e socialmente justasporque traz o sentido da cidade como um bem comum, de toda a população. Traz a ideia de cidade mais igual, democrática, com menos discriminação, com mais qualidade de vida para todos nós paratienses.

Este mês de fevereiro Paraty completará 356 anos! Dia 28 é hora de cada morador nascido na nossa cidade ou que foram acolhidos por ela. Olhar para cada Bairro, para cada comunidade, para cada recanto desta maravilhosa cidade e pensar sobre os diferentes agentes presentes na cidade, seus interesses, suas identidades e seus conflitos e, nesse contexto, repensar o que precisa ser feito para promover a função social da cidade, quais os desafios a serem superados para alcançar a cidade que queremos” e podemos construir cada um da sua forma, cada um com o seu próprio projeto de futuro, achando soluções viáveis, pactuadas e compatíveis com suas dinâmicas sociais, econômicas e políticas.

Pensar o bem comum no contexto urbano significa dar às pessoas, sem exceção, a possibilidade de exercer de forma plena o direito à cidade: o direito á terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho, a espaços públicos de qualidade, a equipamentos sociais, à cultura, ao lazer, ao meio ambiente e à participação nos destinos da cidade.

É preciso que cada um de nós possa sentir a cidade como sua casa coletiva, possa andar nas ruas sem medo, em calçadas acessíveis, possa andar a pé ou de bicicleta, se assim desejar. Possa ter e usufruir de espaços públicos de qualidade. Possa ter acesso a teatro, cinema e praças. Possa desfrutar da sombra de uma árvore num dia de sol em plena via pública. Possa se abrigar da chuva quando precisar enquanto espera o ônibus passar sem demora. Possa opções diferentes de transporte. Possa gastar menos tempo no deslocamento entre a casa, a escola, o trabalho, o lazer e a cultura. Possa ter uma moradia digna, com título registrado no cartório. Possa ter água potável, coleta e tratamento de esgoto e saúde.

Precisamos gostar e cuidar da nossa cidade. Precisamos que a nossa cidade seja generosa com os idosos, com a pessoa com deficiência, com as mulheres, com as crianças, com os jovens, com os negros e índios, com os trabalhadores e trabalhadoras. Que a nossa cidade não discriminem origem, cor, raça. Precisamos que a nossa cidade seja viva de dia e de noite.

Precisamos dizer: “essa cidade também é minha e eu quero participar das decisões sobre o seu futuro”.

Um proprietário de terra não pode ter mais direitos sobre a cidade que os outros moradores porque a cidade é feita por todos e deve ser usufruída por todas e todos.

Para que nossa cidade seja inclusiva, participativa e socialmente justa, é preciso, que:

Neste mês de aniversário de Paraty, que cada cidadão deva refletir sobre sua identidade, sobre suas características, sobre seus conflitos, sobre seus desafios e sobre suas potencialidades para desenhar, a partir daí, seus caminhos para desenvolvimento urbano inclusivo e socialmente justo.

“Desenhar uma cidade dos sonhos é fácil; para reconstruir uma cidade existente, é preciso imaginação”. Esta frase fortuitamente combina com a ideia da cidade que queremos.

Parabéns Paraty pelos seus 356 anos de Cultura, História e muita gente boa! Tenho orgulho de fazer parte dessa história trabalhando pelo desenvolvimento econômico, da sustentabilidade, da inclusão social e da participação popular de nossa querida cidade. Afinal, nome se faz com trabalho!

 



 

terça-feira, 21 de junho de 2022

ODS 1 – Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.


 

ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fazem parte de um plano para combater mudanças climáticas e a pobreza extrema

 Se você se informa sobre meio ambiente e sustentabilidade, provavelmente já viu a sigla ODS por aí. Mas, sabe do que se trata? Estas três letras são a abreviatura de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. São 17 conceitos  que fazem parte de um plano de ação da Agenda 2030  para o Desenvolvimento Sustentável definida em 2015. Na ocasião, líderes mundiais se reuniram na sede da ONU, em Nova York, para construir um plano de ação que colocasse o mundo em um caminho sustentável, erradicando a pobreza extrema e minimizando os efeitos das mudanças climáticas.

 O plano contém 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, que são uma “lista de tarefas” válida para todo mundo, em qualquer lugar. A ideia é que ela seja um guia para os governos e também para a sociedade. Cada ODS tem um símbolo e uma cor diferente. Conheça os itens da lista e entenda porque eles são tão prioritários. Espalhe estas ideias!  

segunda-feira, 20 de junho de 2022

ENEL - INFERNIZA A VIDA DOS MORADORES E COMERCIANTES DO CENTRO HISTÓRICO DE PARATY

ENEL EMPRESA INIMIGA DO TURISMO




Ao que parece a ENEL está disposta a roubar o lugar das empresas de telefonia como a empresa mais odiada e nociva aos moradores do centro histórico de Paraty.
Em plena feriado de Corpus Christi a PADARIA ESPERANÇA, Padaria centenária ficou quatro dias seguidos sem energia, uma grande falta de respeito com seus consumidores.

É frequente reclamações de moradores de vários bairros da zona rural com interrupção de horas de luz ou o maldito efeito pisca-pisca, vários aparelhos danificados pelo péssimo serviço prestado.

É preciso que o Poder Executivo e Legislativo da cidade de Paraty em parceria com o Ministério Público (MP) penalizem financeiramente a ENEL e  se for o caso que se peça judicialmente o cancelamento da concessão da ENEL, a situação é insustentável.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

PARATY ganha novas unidades da PM


A parceria, entre o executivo paratiense, liderado pelo prefeito Vidal, o legislativo liderado pelo seu presidente o Vereador Sanica e governo do Estado do Rio, receberam em Paraty, sábado passado (14/08), o secretário de Estado da Polícia Militar, Coronel Rogério Figueredo e o Secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca, representando o governador Cláudio Castro.


Esta parceria possibilitou a inauguração do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV), localizado na RJ 165 (Paraty/Cunha), localidade da Ponte Branca, cerca de 3 km do trevo de Paraty, e a Companhia Independente da PM de Paraty, instalada no Bairro da Ilha das Cobras.

O objetivo é oferecer mais segurança aos moradores de Paraty e aos turistas. Paraty é uma cidade turística, que tem o turismo como sua principal atividade, esse destacamento vem em uma hora bem oportuna, pois a cidade está se preparando para a próxima temporada, que com, certeza receberá um grande fluxo de turistas e passa a contar com o reforço de novas unidades da Polícia Militar.



segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Prefeito assina convênio de Parceria com a Universidade do Rio - UERJ

Prefeito VIDAL e Vereador SANICA assinatura do convênio com UERJ

Prefeito Vidal e Presidente da Câmara de Vereadores, representado pelo seu presidente, “Vereador Sanica” participaram de reunião para assinatura de Acordo de Cooperação Técnica e Científica que entre si celebram o Município de Paraty e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, visando o apoio aos estudos, diagnósticos referentes a APA Marinha e Educação Ambiental, bem como o Acordo de Cooperação Técnica e Científica para apoio a Aquicultura e Pesca, ao Processo de Gerenciamento Costeiro a ser implementado no Município. O Prefeito Vidal e o Vereador Sanica reconhecem a importância de parcerias, como esta firmada com a Universidade do Rio de janeiro – UERJ para o desenvolvimento de Paraty, reforço ainda, “sou e desejo ser o Prefeito das parcerias que podem tornar realidade muitas de nossas prioridades de governo”. O setor privado, tanto quanto o setor público não devem ser tratados com desconfiança, nem usado indevidamente pelos governantes. Devemos ao mesmo tempo, fortalecer as políticas públicas e as parcerias que as dinamizam, aplicando o princípio da subsidiariedade que dá prioridade à sociedade e às empresas naquilo que elas sabem fazer melhor. Na crise em que vivemos, ficou evidente que o município tem sido o mais operante em defesa da população através destas parcerias.







sexta-feira, 23 de julho de 2021

Encontro do Prefeito Vidal e o Senador Romário



Prefeito Vidal, Senador Romário, Vice Prefeito Izaques e Chefe de Gabinete Gilmar

Hoje, participei de uma reunião num prédio muito, muito, especial, o prédio do   cinema da Praça da Matriz. Total e preciosamente restaurado, o espaço se adaptou às suas novas funções de espaço de arte e cinema.

Encontro do Prefeito Vidal com o Senador Romário, para realização de novas parcerias, entre elas: liberação dos recursos para o reinício do saneamento básico, Centro de convenções e área esportiva da Ilha das Cobras.

Eu fui ao Cinema da Praça da Matriz “do seu Pedro” como era conhecido, assim como meus pais, meus tios, meus avós.  Lembro-me do cinema, com poltronas de madeira, que os espertinhos colavam chicletes para que os menos desavisados ao sentarem os chicletes ficavam colados no fundilho da calça, muitas vezes novinha, só usada em ocasiões especiais.

Assim, como os personagens dos filmes, o cinema resistia bravamente, “lutando” contra as modernidades que estavam invadindo nossa cidade. Mas, da mesma forma que alguns personagens dos filmes, o seu fim foi inevitável.

Do cinema, só ficaram as lembranças de uma infância que também não existe mais. As tardes de sábado e domingo, a espera dos dos rolos dos filmes chegarem de Guaratinguetá de ônibus, “que muitas vezes atrasava”, do cheirinho de pipoca, embora eu sempre preferisse os amendoins torrados e pinhões, vendidos pelos “Monsuetos”, Jair, Joninha e Jonão, de igual modo, lembranças do seu Pedro Stanisce, o proprietário do cinema, do charuto que passava os filmes.

Lembranças que, apesar de só minhas, também trazem lembranças a tantas outras pessoas.


terça-feira, 6 de julho de 2021

PREFEITO VIDAL E O GOVERNADOR CLAUDIO CASTRO

 


O Prefeito Luciano Vidal, cumpriu extensa agenda na capital do Rio, com o objetivo de buscar recursos para a cidade de Paraty. O chefe do executivo, acompanhado de outras autoridades municipais, esteve pessoalmente no gabinete do Governador Claudio Castro, onde fez as seguintes reivindicações:


1 - Repasse do FECAM, na ordem de R$ 28 milhões e que está em atraso, para o sistema de saneamento básico de Paraty. Já cumprimos todas as exigências para acelerar a liberação desse recurso e o governador prometeu que irá olhar com carinho esse pedido de Paraty.

2- Projeto de manutenção de estradas vicinais, Caminhos de Paraty. Nosso objetivo foi solicitar o apoio do governo do Estado, por meio do DER, para reforçar esse projeto, com recursos e material de apoio.

3 - Centro de convenções de Paraty. O projeto do Prodetur foi feito durante a gestão do ex-governador Pezão e mostramos ao governador Cláudio Castro a importância desse investimento para o nosso município.

4- Projeto Limpa Rio, junto ao INEA. Estamos com vários trechos da nossa orla e nossos rios assoreados e precisamos realizar dragagens. Já conseguimos licenças do INEA e pedimos ao governador apoio, como maquinário, para acelerar essas dragagens.

5- Obras na área de Saúde. A reforma do Centro Integrado de Saúde e a construção da sede da Saúde da Mulher no bairro Patitiba estão orçadas em R$ 3,7 milhões. Apresentamos os projetos ao governador e pedimos seu apoio.

6 – Área esportiva da Ilha das Cobras. Projeto pronto e área do município. Valor: R$ 3 milhões.

7- Revitalização do cais de turismo através do programa Prodetur. O valor do projeto é R$ 9 milhões. A Prefeitura está fazendo reforma do cais no valor de R$ 4 milhões, mas faltam recursos para fazer a revitalização. Projeto pronto com licenças e aguardando recursos no valor de R$ 5 milhões.

8- Parcerias na segurança pública. Estamos construindo a sede da cia independente da PM entre Ilha das Cobras e Mangueira para reforçar o policiamento. Construção da unidade da Policia Militar Rodoviária na Paraty-Cunha. Ambos os projetos prontos e em fase de licitação. Acordo firmado desde o ano passado e está sendo tocado junto ao Secretário Coronel Figueiredo.

9- Posto avançado e de vistoria do Detran em Paraty

10 - Liberação da licença de funcionamento da nossa agencia transfusional para reserva de sangue na cidade. Já temos o local, compramos todos os equipamentos, cumprimos todas as exigências e o processo está parado na Vigilância estadual.


terça-feira, 3 de novembro de 2020

E esse "Cabo de Guerra" até quando?


Após muito, muito tempo ausente por aqui, hoje resolvi quebrar meu silêncio para um breve desabafo.

Passeando pelas redes sociais hoje, constatei um fato que me deixou um tanto quanto curioso. Chega até a ser cômico, se não fosse trágico.

Fico imaginando a implicância de certos indivíduos com a construção da Primeira Escola Técnica no lugar que está projetada e escolhida pelos jovens.


 

Porque será? Estará à futura escola atrapalhando alguém ou a futuros empreendimentos?



Existe um verdadeiro cabo de guerra! De um lado está o atual governo municipal que quer a construção imediata da escola no local escolhido. Do outro alguns indivíduos que não querem que a escola seja construída no local escolhido. A meu ver é um tremendo contrassenso!

De olho no futuro, o governo municipal, luta para implantar, a primeira Escola Técnica de Paraty. O equipamento funcionará como uma Escola Técnica Profissionalizante e tem como objetivo a formação de adolescentes e jovens em diversas áreas profissionais: Náutica, Turismo, Artesanato, Moda, Multimídia e Tecnologia, gastronomia, Incentivo ao empreendedorismo, entre outros. Com o objetivo de criar oportunidades no mercado de trabalho. “Estamos de olho no futuro, ressalta o prefeito”.

Saliento ainda, esta escola é uma ideia inovadora, que fortalece o ensino profissionalizante na rede pública municipal. A escola abre novas oportunidades para que os jovens possam atuar em uma das áreas essencial para a economia de Paraty.

Ressalto ainda, que o momento é de puxar os dois lados do “cabo de guerra” para o centro e fazer com que as forças convirjam na mesma direção, ou seja, a construção da Primeira escola Técnica de Paraty.

Conclamo que todos os Candidatos a prefeito a assinarem um termo de compromisso com os jovens parartienses, caso forem eleitos deem prosseguimento a construção da Primeira Escola Técnica.

Não sei de muita coisa, mas tenho a certeza de que eu e você somos mais do que qualquer rótulo ou convenção. Prefiro ficar de olho aberto, manter o pensamento fora da caixa, e andar pra frente, porque pra trás não dá mais. 





segunda-feira, 29 de junho de 2020

País fragmentado – Mentiram prá vocês!


Há uma atividade organizada para nos colocar uns contra os outros, que não admite equilíbrio ou cautela, obrigatoriamente você terá de escolher um lado.

Só insensatos duvidam que a união faz a força. Quanto mais dividido uma nação, mais fraca ela fica. Por isso, os impérios sempre usaram a estratégia de dividir os povos para conquistar. “Divide et impera” isto é, dividir e conquistar.

A pandemia do Coronavírus – COVID 19, provocou a mais grave crise sanitária do século XXI e transformou o Brasil em uma nação absolutamente dividida.

Com o isolamento social, abdicamos de nossos poderes, gerando situações para que outros decidam por nós o que fazer e o que pensar.

Quando os nossos governantes nas três esferas de governo: o nacional, o estadual e o municipal não se respeitam quase sempre quem paga a conta somos nós brasileiros.

Nós brasileiros, estamos vivendo uma polarização muito grande em torno da política extremamente perigosa para a nossa democracia. Onde brasileiros das mais diversas classes sociais ameaçam os poderes constituídos.

Após as eleições de 2018 A crise não se resolveu o rancor e a intransigência foram sendo cultivados e se espalharam por todo país. Estamos assistindo alguns políticos eleitos serem porta-vozes desse ódio e outras formas de intolerância.

Temos que respeitar as pessoas e suas diferenças. Cada um tem uma opinião e uma ideologia diferente que deve ser respeitada, só assim vamos acabar com a intolerância e este ódio que estamos assistindo em nosso pais.

Nas ruas, nos bares, nos grupos de whatsapp e até nas relações familiares e íntimas, a racionalidade é frágil e, qualquer palavra pode produzir reações antes inimagináveis em pessoas de nosso convívio. 

Pergunto então ao amigo leitor: onde erramos? 

Por que nos dividimos tanto? 

Será que foi o ódio de classe (sim), ou a guerra entre o obscuro e a ciência (sim), a religião e o culto ao estado laico (sim), nosso racismo e patriarcado culturais (sim) e nossa sociedade de castas e oligarquias disfarçada de democracia (sim)?


sexta-feira, 29 de maio de 2020

Credo político “Rui Barbosa”.



Em pleno século XXI, o Brasil está passando por um momento extremamente delicado, difícil, conturbado e turbulento, entre: Supremo Tribunal Federal, Procuradoria Geral da República, Executivo e Legislativo. O interesse público deu lugar aos interesses pessoais que se deixam quase sempre levar pelo egoísmo. Invertem-se os valores e instala-se a crise!

E nesse clima de instabilidade entre os Poderes que o Brasil vai sendo tomado pelo avanço do novo Coronavírus, cujos casos confirmados no país chegaram a números exorbitantes: 443.876, enquanto as mortes pela Covid-19 atingiram 26.901 vítimas.

Não é, portanto, de surpreender a instalação da crise ética e política na qual estamos mergulhados. Devido a tudo isso, deixo o texto visionário de Rui Barbosa, único professor de democracia que realmente tivemos no Brasil. Seu legado permanece atual, cabendo destacar sua atuação em prol da criação do espaço público democrático em nosso país. Então vejamos:

CREDO POLITICO por Rui Barbosa

"MEU PAÍS CONHECE O MEU CREDO POLÍTICO, PORQUE O MEU credo político está na minha vida inteira. Creio na liberdade onipotente, criadora das nações robustas; creio na lei, emanação dela, o seu órgão capital, a primeira das suas necessidades; creio que, neste regímen, não há poderes soberanos, e soberano é só o direito, interpretado pelos tribunais; creio que a própria soberania popular necessita de limites, e que esses limites vêm a ser as suas Constituições, por ela mesma criadas, nas suas horas de inspiração jurídica, em garantia contra os seus impulsos de paixão desordenada; creio que a República decai, porque se deixou estragar confiando-se ao regímen da força; creio que a Federação perecerá, se continuar a não saber acatar e elevar a justiça; porque da justiça nasce a confiança, da confiança a tranqüilidade, da tranqüilidade o trabalho, do trabalho a produção, da produção o crédito, do crédito a opulência, da opulência a respeitabilidade, a duração, o vigor; creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do tesouro constituíram sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades". 

"Rejeito as doutrinas de arbítrio; abomino as ditaduras de todo o gênero, militares ou científicas, coroadas ou populares; detesto os estados de sítio, as suspensões de garantias, as razões de Estado, as leis de salvação pública; odeio as combinações hipócritas do absolutismo dissimulado sob as formas democráticas e republicanas; oponho-me aos governos de seita, aos governos de facção, aos governos de ignorância; e, quando esta se traduz pela abolição geral das grandes instituições docentes, isto é, pela hostilidade radical à inteligência do País nos focos mais altos da sua cultura, a estúpida selvageria dessa fórmula administrativa impressiona-me como o bramir de um oceano de barbaria ameaçando as fronteiras de nossa nacionalidade".

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Basta fazer as contas


 

Nas discussões sobre usar o dinheiro do fundão eleitoral ou não para ajudar no controle da Covid-19 no Brasil é preciso que se pergunte, também, se as eleições correrão o rumo normal ou não em 2020.

É muito cedo, ainda, para se falar em adiar o pleito ou coisa do tipo. Mas é impossível não ter o rumo natural da disputa alterado, inclusive da campanha eleitoral, nos 45 dias em que ela acontece. Basta fazer as contas. A previsão dos órgãos de saúde é que o pico dos casos no Brasil aconteça em maio, podendo se estender para junho.

Depois, ainda haverá mais alguns meses com a regressão do número de ocorrências. As convenções, por exemplo, estão marcadas para julho. Será possível já promover aglomerações sem colocar em risco a vida dos militantes, em julho?

É difícil imaginar que o restante da campanha também não será impactado. Candidatos continuarão fazendo comícios, caminhadas, abraçando eleitores, tranquilamente?
Ninguém discute que o fundo eleitoral é muito menos importante do que usar esse dinheiro, mais de R$ 2 bilhões, para promover a saúde das pessoas.

Mas, até que ponto ele será mais ou menos necessário, já que a campanha terá que ser, provavelmente, adaptada? Como será essa adaptação?

O TSE precisa estudar as possibilidades e apresentar aos partidos.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Choque de gestão no turismo “começar do zero”


“Para quem não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve!” (Adaptado de Alice no País das Maravilhas).
Em outubro próximo, haverá eleições municipais, o prefeito eleito iniciará nova gestão administrativa em janeiro de 2021. Dentro desta perspectiva será aberta a temporada de “disse me disse” sobre possíveis nomes para ocupar os cargos de secretários municipais.
Apesar disso, o texto de hoje procura mostrar aos leitores, amigos e seguidores a profundidade no que deve ser levado em consideração na escolha de um secretário municipal: QUALIDADE POLÍTICA OU TÉCNICA de quem está sendo nomeado?
Posso afirmar, hoje, que o turismo tem que estar entre as pautas prioritárias de Paraty; e não podemos ter dúvidas de que essa indústria é uma catalizadora de recursos, de geração de emprego e renda, de fomento de negócios, de atração de investimentos. E a nossa cidade - como poucas no mundo - dispõe de uma ampla variedade de atrativos, da cultura à gastronomia, à arte ao ecoturismo  e aventura, sem contar  as suas praias deslumbrantes, os ecossistemas variados, os  parques e  os patrimônios  históricos.

A SECRETARIA DE TURISMO, por exemplo, deveria ser ocupada por quem tenha experiência na área e que reúna todos os atributos que o cargo exige. Este assunto, apesar de pouco discutido, pode interferir de forma direta, em setores de suma importância para a vida da cidade de Paraty.
Quando uma atividade é planejada o município só tem a ganhar. O poder público é o maior indutor da atividade e cabe a ele “escolher” o tipo de turismo que pretende desenvolver (claro de acordo com suas potencialidades), além de ser responsável pelas parcerias pública, privada e terceiro setor, envolvendo assim, as empresas voltadas para o setor turístico.
Cabe ressaltar que se faz necessário implantar o que determina Plano de Desenvolvimento Turístico de Paraty aprovado pela Câmara de Vereadores e sancionado pelo Prefeito a época, foi fruto de grande discussão e que contempla uma série de projetos e políticas públicas capazes de eliminar os entraves ao desenvolvimento sustentável da atividade turística em Paraty.
Quero aqui, manifestar minha opinião sobre este assunto que envolve todos os moradores desta tão querida cidade. Falar sobre turismo é falar de uma atividade que hoje lidera o ranking mundial entre os setores produtivos que mais geram empregos e divisas no mundo, exercendo impacto em 52 segmentos da economia. Uma indústria na qual, segundo estudos da FGV, cada real investido traz 20 em retorno. E onde 1 em cada 5 empregos  são criados no mundo.
O mercado turístico torna-se a cada dia mais concorrido exigindo das cidades e das Secretarias de Turismo maior competitividade. Do lado da demanda, temos turistas mais exigentes em relação à qualidade dos produtos turísticos e do lado da oferta, temos aumentos constantes de opções de destinos turísticos, que buscam constantemente melhores índices de qualidade, menores preços e diversificação de produtos, objetivando sempre o aumento de suas participações no mercado. Nesse cenário, é fundamental a formação e oferta de produtos turísticos adequados à demanda, além da implantação de um consistente planejamento estratégico, que assegure um turismo sólido e sustentável e que beneficie principalmente a comunidade local.

A atividade turística ocupou um espaço muito particular na economia brasileira e Paraty está inserida neste contexto e por isso, deve ser utilizada, de forma organizada, como estratégia de crescimento econômico com justiça social.
O turismo é alavanca para o desenvolvimento sustentável da economia e nos últimos anos responsáveis por um razoável percentual das divisas que entraram no país, através dos milhões de estrangeiros que visitaram anualmente o Brasil e Paraty, cidade escolhida para compor a política federal de turismo, “65 destinos indutores de turismo”, integrante da Rede de Cidades Criativas da UNESCO “gastronomia”, cidade em referência cultural e reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial com a denominação Paraty: cultura e biodiversidade.

Os turistas ficam encantados com as nossas belezas naturais, nossa cultura e receptividade do povo paratyense, mas se não lutarmos para construir uma imagem de cidade como destino turístico de primeira linha, dificilmente será uma cidade competitiva no mercado nacional e internacional.

Temos que arregaçar as mangas e iniciar um planejamento estratégico, ou seja, implantar de fato uma política de turismo, visando um plano efetivo de marketing e infraestrutura, para que um verdadeiro ataque seja feito aos grandes centros emissores de turistas.

É importante que entendamos como prioridade à elaboração de um planejamento de marketing elaborado por profissionais competentes e baseado numa política séria de turismo, divulgando institucionalmente a cidade de Paraty. Em especial, diminuir os efeitos da sazonalidade “baixa temporada”: geralmente as viagens dos executivos ocorrem durante a semana e praticamente durante o ano inteiro. Os dias úteis da semana são mais utilizados pelos executivos para ocupação dos serviços turísticos, deixando os finais de semana livres para o turismo de lazer. Igualmente para as participações em feiras e workshops. Em destinações turísticas, como as praias, os executivos procuram evitar o deslocamento em período de férias, ou seja, a alta temporada, quando os preços são mais elevados. Por isso, as viagens de negócios tendem a não ser sazonais, portanto trata-se de um segmento que muito contribui para diminuir os efeitos da baixa temporada e que só será implantado prioritariamente com a construção do CENTRO DE EVENTOS E CONVENÇÕES.
Aposto na inserção de Paraty como destino turístico no mercado internacional, atividade que requer a implementação, das atuais e novas políticas governamentais, visando o incremento dos negócios turísticos, com geração de emprego e melhoria da qualidade de vida. 
Para mim, após ter vivenciado como secretario de turismo e cultura as transformações dos últimos anos, o aumento do fluxo de turista na alta temporada. Chego à conclusão que Paraty precisa de um verdadeiro CHOQUE DE GESTÃO NO TURISMO.

  Pital