Dia 21 de setembro deste ano foi depositada nos cofres da Prefeitura a quantia de R$ 4.415.139,88 (Quatro milhões, quatrocentos e quinze mil, cento e trinta e nove reais e oitenta e oito centavos). Somando os repasses de royalties do petróleo e Participação Especial, a Prefeitura de Paraty recebeu até setembro 2011 um total de R$ 39.673.416,42 (Trinta e nove milhões, seiscentos e setenta e três mil, quatrocentos e dezesseis reais e quarenta e dois centavos).
O dinheiro é abundante, mas os benefícios para a comunidade passam distante desta prosperidade financeira.
A Comunidade da Ilha do Araújo, um dos redutos mais importantes de pescadores artesanais, localidade onde são realizadas as tradicionais Festas de São Pedro e o Festival do Camarão, há vários anos vem carecendo de reforma no cais da Praia do Pontal. A Comunidade do Mamanguá sofre também com a falta de reforma no Cais da Praia do Cruzeiro, o que leva os alunos daquela localidade não ter local adequado para o desembarque. Sem falar no nosso bom é velho Cais turístico, onde os pranchões estão podres. Em vez do governo fazer a reforma preferiu alugar flutuantes a preços exorbitantes.
A Comunidade do Paraty Mirim, parece terra de ninguém, há anos vem reivindicando o asfaltamento da estrada que liga a Rio Santos a Praia do Paraty Mirim e diversas melhorias que não são atendidas.
Algumas Ruas, no Bairro do Caborê continuam sem asfalto, quando chove moradores rogam praga 24 horas por dia contra o governo, época de muito sol as ruas ficam empoeiradas e com elas, as doenças alérgicas fazem a festa, principalmente entre idosos e crianças. Já se vão sete anos da atual gestão e tudo continua na mesma situação.
Cadê á água? - Os moradores de Paraty sofrem com a má qualidade e escassez de água. Placas foram colocadas em locais visíveis sugerindo a melhoria dos serviços prestados pela Prefeitura, que consumiu grande montante de recursos públicos e não resolveu esta calamidade.
Desperdício - Os problemas se avolumam e as obras quase nunca terminam por falta de planejamento ou por falta de licenciamento. Seria cômico se não fosse trágico. Mesmo com a grande porção de recursos dos royalties, atual gestão alega não ter dinheiro em caixa para resolver o problema da saúde, do saneamento, da educação e da infra-estrutura. Gasta mal e desperdiça, para não entrar no mérito de outras questões inconvenientes.
O problema de Paraty não é falta de dinheiro. Afinal, a atual gestão recebeu em royalties do Petróleo, a vultuosa quantia de R$ 243.117.025,61 (Duzentos e quarenta e três milhões, cento e dezessete mil, vinte e cinco reais e sessenta e um centavos). Então, se não é com infra-estrutura, nem com saneamento, nem com a saúde ou educação com o que Paraty vem gastando os recursos do petróleo?
A resposta é muito simples "o município tem um custeio muito alto". E este custeio não é apenas gerado pelas demandas da saúde, da educação e da infra-estrutura. Na atual gestão, uma grande quantidade de assessores foram contratados para dar sustentação política a um governo com poucas realizações, em relação à grande quantidade de recursos que entra nos cofres Prefeitura. E este exército de pessoas com cargos em comissão eleva o custo da máquina pública e faz os investimentos em saúde, educação e infra-estrutura sumirem.
Paraty, comprovadamente gasta mal o dinheiro dos royalties. E este exemplo ruim faz a cidade se destoar e atrair os olhares dos moradores para o que de pior existe na gestão pública dos recursos do petróleo. A atual gestão optou por gastar milhões na criação de cargos públicos para seus aliados políticos, alugueis de carros, casas e até mesmo flutuantes. Além das contratações de shows a preço de ouro.