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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

A cidade que queremos


CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DE PARATY

“A cidade que queremos”

“A cidade que eu quero para mim é a cidade que eu quero para todo mundo”

Lanço esta Carta Aberta aos paratienses com o lema Cidades inclusivas, participativas e socialmente justasporque traz o sentido da cidade como um bem comum, de toda a população. Traz a ideia de cidade mais igual, democrática, com menos discriminação, com mais qualidade de vida para todos nós paratienses.

Este mês de fevereiro Paraty completará 356 anos! Dia 28 é hora de cada morador nascido na nossa cidade ou que foram acolhidos por ela. Olhar para cada Bairro, para cada comunidade, para cada recanto desta maravilhosa cidade e pensar sobre os diferentes agentes presentes na cidade, seus interesses, suas identidades e seus conflitos e, nesse contexto, repensar o que precisa ser feito para promover a função social da cidade, quais os desafios a serem superados para alcançar a cidade que queremos” e podemos construir cada um da sua forma, cada um com o seu próprio projeto de futuro, achando soluções viáveis, pactuadas e compatíveis com suas dinâmicas sociais, econômicas e políticas.

Pensar o bem comum no contexto urbano significa dar às pessoas, sem exceção, a possibilidade de exercer de forma plena o direito à cidade: o direito á terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho, a espaços públicos de qualidade, a equipamentos sociais, à cultura, ao lazer, ao meio ambiente e à participação nos destinos da cidade.

É preciso que cada um de nós possa sentir a cidade como sua casa coletiva, possa andar nas ruas sem medo, em calçadas acessíveis, possa andar a pé ou de bicicleta, se assim desejar. Possa ter e usufruir de espaços públicos de qualidade. Possa ter acesso a teatro, cinema e praças. Possa desfrutar da sombra de uma árvore num dia de sol em plena via pública. Possa se abrigar da chuva quando precisar enquanto espera o ônibus passar sem demora. Possa opções diferentes de transporte. Possa gastar menos tempo no deslocamento entre a casa, a escola, o trabalho, o lazer e a cultura. Possa ter uma moradia digna, com título registrado no cartório. Possa ter água potável, coleta e tratamento de esgoto e saúde.

Precisamos gostar e cuidar da nossa cidade. Precisamos que a nossa cidade seja generosa com os idosos, com a pessoa com deficiência, com as mulheres, com as crianças, com os jovens, com os negros e índios, com os trabalhadores e trabalhadoras. Que a nossa cidade não discriminem origem, cor, raça. Precisamos que a nossa cidade seja viva de dia e de noite.

Precisamos dizer: “essa cidade também é minha e eu quero participar das decisões sobre o seu futuro”.

Um proprietário de terra não pode ter mais direitos sobre a cidade que os outros moradores porque a cidade é feita por todos e deve ser usufruída por todas e todos.

Para que nossa cidade seja inclusiva, participativa e socialmente justa, é preciso, que:

Neste mês de aniversário de Paraty, que cada cidadão deva refletir sobre sua identidade, sobre suas características, sobre seus conflitos, sobre seus desafios e sobre suas potencialidades para desenhar, a partir daí, seus caminhos para desenvolvimento urbano inclusivo e socialmente justo.

“Desenhar uma cidade dos sonhos é fácil; para reconstruir uma cidade existente, é preciso imaginação”. Esta frase fortuitamente combina com a ideia da cidade que queremos.

Parabéns Paraty pelos seus 356 anos de Cultura, História e muita gente boa! Tenho orgulho de fazer parte dessa história trabalhando pelo desenvolvimento econômico, da sustentabilidade, da inclusão social e da participação popular de nossa querida cidade. Afinal, nome se faz com trabalho!

 



 

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